PEC 66 e os precatórios: o que muda e como afeta os advogados

Data: 12/09/2025 Fonte: Migalhas

Papelada em cima da mesa e martelo de justiça

No dia 2 de setembro, o Senado aprovou a PEC 66/2023, que traz mudanças importantes nas regras dos precatórios no Brasil. A votação foi ampla: 71 senadores votaram a favor e apenas 2 contra. Na prática, a PEC permite que Estados e Municípios paguem suas dívidas judiciais em parcelas, tira os precatórios federais da regra fiscal a partir de 2026 e muda o índice de correção dos valores. Resultado: quem espera receber precatório vai demorar mais e ainda receber menos, em termos reais.

Para advogados, isso é preocupante. Precatórios e RPVs são uma das principais fontes de honorários, e as novas regras podem bagunçar o planejamento financeiro dos escritórios.

Relembrando: o que são precatórios?

Precatórios são ordens de pagamento que a Justiça emite quando alguém ganha uma ação contra o governo (seja União, Estado ou Município). O problema é que a fila é enorme: pode levar anos ou até décadas para receber

Em 2021, houve uma tentativa de parcelar esses pagamentos com a PEC 113, mas o STF derrubou a ideia e mandou pagar tudo a partir de 2024. Agora, a PEC 66 retoma parte desse modelo, trazendo de volta a insegurança.

O que muda com a PEC 66

A nova regra traz pontos principais:

Impactos para advogados e credores

Essas mudanças trazem três consequências diretas:

Para advogados, isso significa caixa apertado, atrasos no recebimento de honorários e dificuldades para planejar o futuro.

O que fazer diante disso?

Para não depender só da espera do governo, escritórios podem adotar algumas estratégias:

Conclusão

A PEC 66 mostra que o tema dos precatórios continuará instável. Para advogados, significa que contar apenas com esses pagamentos é um risco. Planejar com antecedência, buscar alternativas de receita e cuidar do caixa são passos essenciais para não ser pego de surpresa.

Em resumo: quem espera demais pode sair perdendo.